A Heráldica de Santa Maria

Heráldica é o nome que se dá tanto à ciência quanto a arte de descrever os brasões de armas ou escudos. Essas heráldicas podem ser mais ou menos detalhadas, mas contém uma série de elementos que se repetem. No caso do brasão de Santa Maria, os elementos que compõem o símbolo heráldico são o escudo; os apoios; a divisa e o timbre. Junto a esses quatro elementos, se somam outros detalhes que dão significado ao brasão. Todos esses detalhes estão ligados à história da cidade que ele representa.

A lei municipal número 785 de 20 de dezembro de 1958 é a que estabelece como deve ser o símbolo heráldico de Santa Maria:

LEI:
Art. 1º – Fica adotado como Símbolo Heráldico de Santa 
Maria o seguinte escudo d’armas: 
‘Escudo português em campo de prata, com sigla de Maria 
Santíssima, de cor azul, circundada de 12 estrelas da mesma Cor, sobre um terraço de 
dois montes de sua cor. Apoios: duas lanças com bandeirolas vermelhas, estas com 
losango branco, cruzadas em sautor, por trás do escudo, sobre duas lanças indígenas da 
mesma posição, ligadas nos coutos por uma boleadeira gaúcha. Divisa: em listel com as 
cores da Bandeira de Piratini, à legenda em letras de prata Santa Maria, cidade coração 
do Rio Grande do Sul. Tímbre: coroa mural de prata, de 5 torres.’

Esses elementos tem um significado. Lia Margot Dornelles Viero os descreve, no Altlas Escolar Municipal: “As lanças indígenas e boleadeiras lembram o primeiro habitante dessas paragens, hoje, consagrado na lenda santa-mariense de Imembuí. As lanças militares com bandeirolas lembram a ocupação e defesa destas terras pelas forças regulares do Governo e a tradição aguerrida do povo gaúcho. A coroa mural de prata, de cinco torres, indica a cidade. O nome de Santa Maria está expresso na sigla de Maria Santíssima, a padroeira excelsa da cidade, na cor azul em céu de prata, que são as cores de Maria. Os cerritos históricos desta cidade, marco e guia altaneiro desde os tempos das demarcações de limites, não poderiam deixar de ser representados”.

O símbolo heráldico ou brasão de Santa Maria aparece na Bandeira do Município, instituída pelo decreto 51 de 10 de agosto de 1976. Nela, o brasão está inserido num espaço retangular branco, que representa o espírito de paz da comunidade santa-mariense.

A Heráldica de Santa Maria:

 

Fontes:

PDF da Lei nº 785 de 20.12.1958: Sítio oficial da Câmara de Vereadores de Santa Maria: http://www.camara-sm.rs.gov.br/2010/arquivos/legislacao/LM/1958/0785.pdf

Atlas Escolar Municipal – Evolução Político-Administrativa de Santa Maria, de Lia Margot Dornelles Viero.

Ombudsman de 7 de outubro

Olá ouvintes do Ecolândia e internautas leitores do nosso blog. Esta postagem trata do Ombusdman – ou avaliação – do programa Ecolândia do dia 07 de outubro.

O programa, apresentado por Daniela Huberty e Daniela Pin começou pontualmente e tratou do tema “Vegetarianismo”. A escolha do tema está diretamente ligada ao meio-ambiente e também à qualidade de vida. A pauta difícil teve o enfoque esclarecido na reportagem e na entrevista, que conseguiram abarcar bem a questão tanto pelo seu viés ambiental quanto pelo seu viés de saúde (humana e animal). Pois bem, vamos a um breve comentário sobre os quadros:

O Microfone Aberto, produzido por Andréa, teve o áudio baixo e com muito ruído, mas ainda assim possível de compreender. Causou desconforto ele ter sido encerrado abruptamente, ficando evidente a necessidade de se reformular o encerramento do quadro.

A reportagem da Laís ficou completa, no entanto, a extensão do áudio pesou negativamente. As sonoras extensas do Jabor e do professor de biologia poderiam ter sido reduzidas, tendo seu conteúdo mais trabalhado no texto. As apresentadoras esqueceram-se de retirar completamente a cortina enquanto rodavam a reportagem, fato que não atrapalhou porque a produção não continha recursos sonoros como músicas de fundo.

Entrevista foi bastante interessante porque o entrevistado tem domínio do tema e é bem articulado. Conseguiu transmitir bem as ideias propostas pelas perguntas do Jean. [Nota de bastidores: ponto positivo para a entrevista, que foi realizada via Skype].

O perfil feito pela Bruna e o Cidade Onde a Gente Vive feito pela Natasha contaram duas histórias bastante interessantes. No primeiro desses quadros, a Bruna conseguiu realizar também uma prestação de serviços, visto que a história da senhora em questão é comovente e chama a atenção para que os ouvintes se tornem parceiros do trabalho dela [a perfilada mantém uma creche comunitária em região de baixa renda]. Por sua vez, o Cidade conseguiu resgatar a história e curiosidades de um estabelecimento tradicional de Santa Maria [o Café Expresso do Calçadão]. A oportunidade de enriquecimento sonoro que esses dois quadros oferecem – uso de músicas e efeitos – permitiram um resultado final bonito e agradável.

A previsão do tempo, com Reinaldo, as notícias e dicas construídas com a colaboração de Jean e Mariana foram outros pontos do programa que cumpriram o papel de prestação de serviços.

Infelizmente não houve ligação para adivinhar o bicho da semana, mas o Que Bicho é Esse trouxe um animal que tem se tornado bastante popular: a calopsita.

Tratamento de esgoto

O esgoto é indesejado e se não for tratado, certamente poluirá e trará prejuízos ao ambiente. Por muitos anos se acreditou que o ecossistema se recuperava das agressões e que por si só conseguia dar conta de tudo que nele é lançado. Infelizmente, o volume da carga poluidora é muito maior do que a capacidade de recuperação natural da Natureza.

O programa do dia nove de setembro apresentou uma reportagem explicando o funcionamento do sistema que recolhe e trata o esgoto de Santa Maria e você pode acompanhar aqui no blog neste link ou abaixo.

Se você ficou curioso para ver como funciona isso tudo, acompanhe também o complexo processo de tratamento de esgoto de uma cidade. Aqui, no caso, o da cidade de São Paulo. (Créditos: Sabesp).

Novidades a partir do ano que vem

Para o ano que vem está previsto o início das obras de ampliação da rede de coleta de Santa Maria e os bairros da Região Sul estão incluídos no pacote. Aí chega a hora de fazermos a nossa parte. A Corsan lembra que “uma vez instalada a rede coletora e implantado o sistema de tratamento, é a vez de os clientes fazerem a sua parte, pois cada morador deve fazer a ligação da sua residência à rede coletora para contribuir com a saúde pública e a recuperação ambiental.”

O tratamento de esgoto deixa a água adequada para ser lançada no ambiente e também produz uma riqueza: adubo. A Responsável Química da Corsan aqui em Santa Maria Karine Kochhann Rhoden contou que há um projeto interessante em andamento. A Corsan e a UFSM estão estudando a qualidade dos resíduos da Estação de Tratamento de Esgoto para avaliar a possibilidade de uso desses resíduos. Ainda não há previsão mas caso o estudo aponte a usabilidade dessa sobra, ela poderá ser transformada em adubo para a agricultura.

Processos de reciclagem de resíduos domésticos perigosos

O programa do dia 1º de abril trouxe o assunto do descarte de resíduos domésticos perigosos. Durante a nossa reunião de pauta, o grupo do Ecolândia decidiu que a reportagem da Dani seria sobre o projeto de recolhimento de óleo de cozinha implantado aqui em Santa Maria através de uma parceria entre a idealizadora, Andreia Souza, e a Prefeitura. Para a minha entrevista caberia descobrir quais os outros projetos que a Prefeitura, a partir da Secretaria de Município de Proteção Ambiental, mantém.

Os resíduos domésticos perigosos são aqueles tipos de lixo que não podem ter um destino comum, ou seja, não podem ir parar num aterro tradicional. Aparelhos eletrônicos, óleo de cozinha, restos de construção, móveis, lâmpadas, pilhas e baterias são alguns exemplos. Esses materiais representam alto risco à natureza quando descartados de forma inapropriada, porque contêm, na maioria das vezes, substâncias nocivas ao meio ambiente.

Quem contou mais detalhes sobre o assunto para o Ecolândia foi o secretário de proteção ambiental Luiz Alberto de Carvalho Jr. A entrevista está disponível abaixo.

Entrevista – Secretário Luiz Alberto

Um exemplo desse trabalho comentando pelo secretário na entrevista é feito em Guarulhos, Estado de São Paulo. Confira no vídeo da WebTV Guarulhos como funciona o sistema de reciclagem de resíduos de construção.

Neste outro vídeo, temos o funcionamento da reciclagem de pneus. Num primeiro momento, uma máquina retira os fios de aço do pneu. Se ele for grade, passa para uma segunda máquina que corta em partes menores para ser triturado. Na sequência, separam o nylon e as impurezas da borracha. O material obtido nesse processo todo pode ser reaproveitado de diversas formas, como você pode ver na introdução da filmagem.

E para encerrar a postagem, veja uma reportagem do programa RevistaTVE, da TVE Bahia sobre reciclagem de produtos eletrônicos.

Lembrando que a Secretaria de Município de Proteção Ambiental atende nos seguintes telefones:

Setor Administrativo: 3921-7150
Setor de Atendimento ao Público: 3921-7149
Setor Técnico: 3921-7138
Linha Verde Municipal: 3921-7151

A Linha Verde Municipal recebe denúncias e sugestões ligadas à área ambiental e funciona como canal de comunicação entre você e a Secretaria.
Se você preferir, ainda pode entrar em contato pelo e-mail: meioambiente@santamaria.rs.gov.br

Sim, parteiras!

O programa Ecolândia do dia cinco de novembro teve como tema a saúde da mãe. Na entrevista com o médico-residente de ginecologia e obstetrícia do Hospital Universitário de Santa Maria Panait Kosmos Nicolaou, soubemos do incentivo do Ministério da Saúde (MS) ao parto normal e da importância desse procedimento para a mãe. Após a entrevista Daniela e William, apresentadores do dia, falaram sobre programa “Trabalhando com Parteiras Tradicionais”, parceria do MS com o Grupo Curumim.

Partindo da necessidade de se desenhar políticas públicas que atendam às especificidades das áreas rurais, ribeirinhas, de floresta e das regiões de difícil acesso e de populações tradicionais quilombolas e indígena, esse programa já capacitou cerca de 1200 parteiras e 970 profissionais da saúde das Regiões Norte e Nordeste

Segundo a subsecretária nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Lena Peres, em reportagem do Estadão, ainda hoje 30% dos partos são domiciliares.  “Segundo ela, a alta porcentagem se deve ao fato de que as parteiras vêm se modernizando, com o incentivo aos exames pré-natal – que garantem um parto mais seguro – e atuando também nas casas de parto de centros urbanos”.

De acordo com Lena, a partir do reconhecimento do SUS as parteiras poderão ser cadastradas, receber qualificação para orientar as mães sobre os cuidados com os bebê e ter acesso a materiais (como luvas e álcool) e transporte no caso de complicações no parto, além de fichas de identificação para facilitar o registro civil. Elas também buscam o direito a remuneração e aposentadoria.

É comum encontrar parteiras no interior do Norte e do Nordeste, em geral em regiões pouco urbanizadas. Elas costumam passar vários dias na casa da parturiente até que a mulher se recupere depois do nascimento do filho. É a parteira que cuida da mãe, do bebê e dos afazeres domésticos. A maioria não cobra pelo serviço, mas a família dá uma contribuição, que costuma ser pequena por se tratar de regiões pobres.

Apesar de depender de um conhecimento tradicional, normalmente repassado de mãe para as filhas, o trabalho dessas mulheres é, às vezes, a única alternativa de apoio às gestantes.

Abaixo você pode conferir o documentário “Saber de Parteira” realizado pelo Projeto Curumim sobre as parteiras da Chapada Diamantina, na Bahia.