“Por trás dessa lente também bate um coração …”

Para aqueles que têm miopia, hipermetropia, presbiopia ou astigmatismo, ou mesmo alguma combinação desses quatro, os óculos são absolutamente necessários. Sem eles, alguns não conseguem enxergar nem um palmo diante do nariz. Literalmente.

É ao som dos Paralamas que sugiro que você, que talvez também use óculos, continue a sua leitura …

É claro que cada caso é um caso e que cada pessoa possui determinado distúrbio visual, com determinado grau, fazendo necessário o uso de lentes específicas, que corrijam o problema em questão. Na miopia, por exemplo, a imagem é formada antes da retina. Nesses casos, o uso de lentes divergentes, que deslocam o ponto focal para trás, fazem com que os objetos distantes, que antes eram vistos com dificuldade, passem a ser mais definidos. O contrário ocorre com quem é hipermétrope. Nesse sujeito, a formação da imagem atrás da retina faz com que os objetos próximos sejam vistos com dificuldade. Para efetuar a correção desse problema são empregadas lentes convergentes.

A utilização de óculos, ou mesmo das lentes de contato, não resolve, efetivamente, esses problemas de visão. A função desses acessórios, na verdade, consiste em permitir que você, que talvez tenha alguma dessas deficiências visuais, consiga enxergar melhor e, assim, ler esse post.

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Para isso, entretanto, se faz necessário o emprego de lentes que sejam adequadas a você e, por exemplo, à intensidade de seu astigmatismo. E isso, caro leitor, só é possível a partir de exames adequados, de consultas com médicos especialistas e da compra de óculos em estabelecimentos adequados.

Você faz exames. O oftalmologista dá o diagnóstico. Você vai à óptica e adquire os óculos que lhe são necessários. Tudo não está resolvido, contudo, quando você decide ir comprar o que lhe foi prescrito em algum estabelecimento que não está apto a vender esse produto. Um exemplo? Os camelos.

Do ponto de vista clínico, isso não soluciona a questão e ainda causa prejuízos aos seus olhos e a sua visão, que serão expostos a lentes que, por não terem sido feitas sob medida, seguindo às orientações médicas, serão ineficazes.

Algo semelhante acontece com os óculos de sol. Ao longo de todo o ano, mas especialmente durante o verão, eles são facilmente percebidos pelas ruas. Grandes ou pequenos, coloridos ou em tons mais neutros, com lentes verdes, azuis, marrons ou pretas, eles são empregados, por muitos, como forma de proteção, mas por quase todos como acessório estético.

A questão é que, assim como os óculos de grau, os óculos solares também precisam ter qualidade. E qualidade não significa, necessariamente, que eles tenham que custar uma fortuna. Em várias ópticas é possível encontrá-los a preços mais módicos e, ainda assim, apresentando proteção contra os raios ultravioletas.

Essa proteção é importante devido ao fato de que, ao estar atrás de lentes escuras, a pupila se dilata, permitindo uma entrada maior de luz. Quando essas lentes não bloqueiam a ação dos raios, por não apresentarem filtros específicos, a retina acaba ficando ainda mais exposta, acarretando prejuízos futuros à visão.

Em linhas gerais, determinados cuidados com a visão são muito importantes. O acompanhamento médico em caso de dúvidas e a utilização de óculos, adquiridos nos lugares certos, são algumas das medidas que você pode tomar. Nesse sentido, cabe a você ter esses cuidados e a nós, do Ecolândia, levarmos algumas informações que lhe sejam úteis. Nós fizemos a nossa parte. Você está fazendo a sua?

Um desabafo kolinskiniano …

Não tendo mais interlocutores, uma vez que todos já se cansaram de minhas lamúrias, venho utilizar o blog do Ecolândia como uma forma de protesto. E também como uma forma de rir um pouco de uma situação que, embora possa parecer engraçada, na hora foi muito desconfortável.

Em função do final de semana e do feriado de segunda-feira (Dia de Finados) resolvi arrumar a mala e picar a mula, rumo à Santiago, a Terra dos Poetas. O lar, lugar abençoado, que tem comida, família. Uma televisão maior e um confortável sofá. Além disso, Santiago, sinceramente, não é tão quente como Santa Maria, que tem feito um calor absurdo nesses últimos dias…

Por tudo isso, fui para Santiago, na última sexta-feira ao meio dia e retornei na segunda-feira, às 15 horas. Fiz essas duas viagens de ônibus pela Expresso São Pedro, empresa de transporte que é a responsável pelo trajeto entre essas duas cidades. O tempo desse percurso pode variar. Essa variação está ligada a muitos fatores, como o número de paradas e a qualidade (ou falta de qualidade) do ônibus.

Na viagem de ida, peguei um ônibus muito bom, com ar condicionado, que parou em São Pedro, São Vicente e Jaguari e que chegou em Santiago depois de 2 horas e 50 minutos, tempo que poderia ser menor, mas que é aceitável.

Mas o problema começou na viagem de volta. Antes de tudo sugiro que você, leitor fiel de nosso blog, lembre do calor que foi a última segunda …Lembrou? Ótimo. Agora imagine a situação a seguir: Eu vou para a rodoviária de Santiago, com todo aquele calor, e me deparo com um veículo cuja pretensão era levar, cerca de 40 pessoas em segurança – digo segurança porque conforto, certamente, não deve ter sido uma de suas pretensões – para Santa Maria. Não havia televisão. Não havia água no banheiro. Não havia ar condicionado. Havia, no entanto, um calor que não dava trégua, apesar das janelas abertas, e muitas pessoas descontentes com a desproporcionalidade entre o valor pago e o serviço prestado.

  Mas a viagem continuou …e continuou por 50 minutos, momento em que, antes de chegarmos em Jaguari, o ônibus começou a fazer barulhos estranhos, a gerar um cheiro esquisito e, logo em seguida, a lançar sinais de fumaça …

o veículo, pós-problemas técnicos.

Foto: Felipe Viero, cansado, suado e com um celular.

Então nós paramos, como todo aquele calor, na beira de uma estrada, pela qual passavam muitos carros, com uma, ou duas pessoas em seu interior, e ninguém parava para oferecer ajuda ou qualquer outro consolo. Claro que essas pessoas não tinham nenhuma obrigação, elas não estavam ligadas ao fato do ônibus ter estragado e de nós termos ficado 55 minutos, no meio do nada, esperando um outro veículo, mas acredito, sinceramente, que a preocupação com as outras pessoas e a intenção de ajudar o próximo transcendem aquilo que é uma obrigação. Piegas? Utópico? Bem, talvez eu seja, sim, piegas e utópico.

Um ônibus chegou ao local antes da passagem desses 55 minutos. Um ônibus menor, que também não possuía ar condicionado e que, vejam só, tinha um plus: além de ter menos lugares, também não tinha banheiro!

Mas esse ônibus não saiu do lugar. Aliás, não sei nem porque ele foi até ali, uma vez que não fez nada (embora fosse da mesma empresa e estivesse apenas com o motorista). Alguns disseram que, ao estacionar, ele também havia quebrado. Considerando que o seu estado era precário, eu não ficaria surpreso.

De qualquer modo, chegou outro ônibus, igualzinho ao primeiro, e seguimos viagem, chegando em Santa Maria às 18 horas e 30 minutos, com quase uma hora de atraso. Algumas pessoas estavam furiosas pois teriam que pegar outro ônibus às 19 horas e não sabiam ao certo se conseguiriam. Elas conseguiram. Mesmo assim, o caos que foi esse percurso e a ausência de certas condições de conforto (em um dia tão quente como aquele) perturbaram a todos os passageiros.

Ao chegar em Santa Maria, descubro que ali fazia mais calor do que no interior do ônibus. Abençoada foi a chuva de terça-feira, que garantiu uma trégua relativa do calor (que já está voltando) e deve ter sido útil para outras pessoas que, talvez, tenham voltado a viajar no mesmo ônibus que nós.