Ombudsman da semana

Olá caros amigos, ouvintes do Ecolândia e leitores desse blog. Novamente por problemas de ordem  superior, quase sobrenatural, o Ombudsman dessa semana sai atrasado. Mas dessa vez, já que não posso mais usar o chavão “antes tarde do que nunca”, visto que já o usei em outra ocasião, vou direto ao assunto.

Avaliação técnica do programa: A qualidade sonora do programa estava muito boa, os dois locutores estavam em boa sintonia, os áudios e as vinhetas entraram todos na hora certa. O diálogo do final estava muito bom, percorrendo caminhos tortuosos, que foram desde o Dia da Consciência Negra à homofobia e à apresentação do novo integrante do grupo, o Jean.

Microfone Aberto: O quadro dessa semana foi bastante interessante, porque o repórter William conseguiu conversar bastante com alguns dos entrevistados, e o assunto foi muito bem discutido, por ser algo que tem bastante a ver com o cotidiano das pessoas. Uma sugestão para o Microfone Aberto que já foi discutida em reuniões de pauta é que o repórter deveria dizer o nome da rua onde fez a matéria, para que o quadro não comece de “sopetão”, como desta vez.

Que bicho é esse?: Embora o quadro tenha sido bem produzido, fugiu um pouco da proposta de que o animal deve ser do cotidiano das pessoas da comunidade. Afinal, uma baleia encalhada nas águas do córrego Cadena não é algo impossível de se ver, embora seja extremamente raro. Ninguém ligou dessa vez para adivinhar o bicho, mas as dicas estavam boas.

Reportagem: A revisão histórica feita pela Anelise do processo de surgimento da industrialização e do começo da consciência da necessidade da sustentabilidade foram bastante pertinentes. As observações da professora Delmira Wolf  foram bastante explicativas e esclarecedoras.

Entrevista: Bastante complementar à reportagem, a entrevista fala sobre quais os motivos que levam uma empresa à adotar medidas de sustentabilidade. Importante pelo fato de mostrar o ponto de vista de alguém que está dentro dessa temática, trabalhando com essa questão.

Perfil: O repórter Felipe inovou ao fazer o perfil de duas pessoas nessa semana. Essa ideia deu muito certo, e rendeu um dos melhores perfis que já ouvi.

Biologia em comunidade: O quadro foi bastante informativo ao falar as formas de contaminação e as doenças causadas pela tênia.

A Cidade Onde a Gente Vive: O destaque à importância da Estação Férrea para o desenvolvimento da cidade e à importância histórica da gare marcaram o quadro.

O Ombudsman dessa semana fica por aqui. Lembrando sempre que você pode postar comentários falando sobre o Ecolândia: enviando críticas, opiniões e sugestões de novas pautas. Você também pode ouvir o programa da semana passada.

OUVIR.

Um abraço e até a próxima.

A História das Coisas

Para onde vão todas as coisas que consumimos? Onde são descarregadas as toneladas e toneladas de lixo que produzimos todos os dias? Qual será o futuro da humanidade com seu sistema linear de extração, consumo e descarte atual?

Um documentário de cerca de 20 minutos lançado em 2007 tenta responder a todas essas questões e mostrar às pessoas como funciona o modelo de exploração de recursos naturais dos dias de hoje na Terra e como esse mecanismo não se sustenta.

O tema é abordado através de desenhos animados e linguagem simples e acessível, o que o torna extremamente compreensível e interessante.

O vídeo foi produzido por uma ativista chamada Annie Leonard, que já ocupou cargos no Health Care Without Harm e no Greenpeace International.

Assista ao vídeo abaixo.

A verdade da biópsia

A semana passou, devagar, mas passou… Assim que o resultado saiu, corremos ao médico (eu, minha mãe e minha irmã). No caminho do patologista ao meu médico mastologista, li o diagnóstico: carcinoma ductal in situ. Eu já sabia que era isto, já tinha lido tudo. Não chorei, minha mãe chorou por mim. Esperei a conversa com o médico. Ele já disse tudo o que estava acontecendo, o que ia acontecer e o que poderia acontecer. O que estava acontecendo era que eu tinha uma forma inicial de câncer de mama, que estava dentro dos meus ductos, o que ia acontecer era que eu teria que realizar uma mastectomia radical da mama direita já na semana seguinte, e o que podia acontecer era o câncer ter se tornado invasivo, ou seja, saído dos ductos e passado para os linfonodos nas axilas, que já seria um pouco mais agressivo, pois teria que fazer quimioterapia além da radioterapia.

(Amanda P. A. Almeida)


Em um dia como outro qualquer se revela uma descoberta. Uma doença, um mal, algo está errado. Como uma forte tempestade que nos pega desprevenidos e nos obriga a encontrar um lugar seguro, onde possamos recostar nossa cabeça e dormir em paz.  Assim pode-se dizer que é a descoberta de um câncer, um início de desespero ou luta, tendo como ponto de partida a própria força, seja ela grande ou miúda.

Há inúmeros casos, porém é comum que pessoas nesse estado percebam certa urgência na vida, e comecem a viver num estado de pessimismo defensivo. Viver um dia após o outro, dando valor a cada segundo vivido, pois a consciência da morte eminente está presente, mesmo que ela seja algo distante. A mera possibilidade de que isso ocorra, de uma hora pra outra, nos faz notar que não é possível adiar a vida.

Variando de pessoa a pessoa, as reações são múltiplas. Há quem lute contra a doença e se agarre a vida com unhas e dentes, mantendo o pensamento de que não se pode ser infeliz, não se pode morrer em vida, não se pode desistir de amar, de criar. A doença apenas a renovação do documento de certeza da morte que todos nós temos. O caso é que há pessoas que  necessitam de uma guinada a mais na auto estima e motivação, pois tende a ver a vida com olhos mais desesperados, tendendo a desistir, e se entregar. O modo de enfrentar a doença e o cuidado necessário varia de acordo com a singularidade de cada caso.

O apoio de familiares, amigos e entes queridos é de extrema importância em momentos como esse, para que o indivíduo se recupere, pois este necessita obter informações e apoio contínuo  para que seja possível enfrentar as situações estressantes, de modo que possam não apenas ser curada, mas também aproveita a vida que possui, mesmo que a cura seja difícil.

Alguém que descobre um câncer necessita rever ativamente suas metas e propósitos de vida, e tudo que inclui esta problemática, colaborando assim com sua recuperação.

Meu irmão, a gente tem que descobrir maneiras
— sejam quais forem — de ficarmos fortes.

(Caio Fernando de Abreu)

Como exemplos de superação, seguem abaixo blogs e sites onde percebemos a luta e superação dessa barreira:

Diário Câncer de Mama

Estou com Câncer, e daí?

Rafael Payao

Contribuição de Sâmara Pereira Palazuelos,

escritora e acadêmica do curso de Psicologia da UFMT.

Ombudsman da semana

Olá companheiros de Ecolândia e leitores do nosso blog! Utilizando o já consagrado chavão do ombudsman, “tarda, mas não falha”, lançamos hoje a sexta edição do Ombudsman da semana, que vai avaliar o programa que foi ao ar no dia 28 de maio. O tema abordado no programa foi “Novas conformações familiares”.

Microfone Aberto: Havia um problema com o áudio, estava um pouco difícil de ouvir. O conteúdo estava bastante interessante. O exemplo do senhor Guioraci de Moraes ilustrou bem o tema das estruturas familiares diferentes: um pai que criou os filhos sozinho.

Que bicho é esse: Achei que o bicho foi muito bem escolhido, mas as pistas deram a resposta de cara: logo na primeira pista já foi dito que o bicho era uma cobra, o que facilitou a vida dos ouvintes.

Reportagem: Gostei muito da reportagem. A forma como a repórter Gabrieli abordou as causas das mudanças familiares dos últimos tempos foi bastante interessante.

Entrevista: A entrevista discutiu um pouco a parte judicial do tema. Foi legal porque complementou a reportagem.

Biologia em Comunidade: O quadro foi bastante didático, mostrando um quadro geral do que é a obesidade, suas causas e como tratá-la.

Perfil: Houve algum problema com a cabeça do perfil, acredito que os apresentadores esqueceram de aumentar o volume dos microfones. Gostei muito do modo como o repórter Felipe relatou a história da dona Neuza Rossato. O fechamento com a música foi uma inovação que ficou bastente interessante.

Cidade: A repórter Micheli apresentou o Lar de Mirian e Mãe Celita tentando mostrar o que o Lar faz para ajudar a comunidade e como as pessoas podem fazer para ajudar o Lar. Teve a parte de compromisso social, que foi superlegal.

Apresentação e Diálogo: Não ocorreram problemas muito graves durante a apresentação do programa, exceto antes do Perfil, quando os apresentadores esqueceram de aumentar o volume dos microfones e houve alguns segundos de silêncio. De resto, a apresentação estava muito boa, as vozes do Cristiano e da Giuliana combinam bem. O momento do diálogo também foi interessante, quando os apresentadores expressaram suas opiniões sobre o tema. Foi algo que fugiu ao script e, ao mesmo tempo, gerou uma aproximação com o ouvinte.

E assim chegamos ao fim de mais uma avaliação do Ombudsman. Se você tiver alguma sugestão, crítica ou alguma observação a fazer em relação ao programa, deixe seu comentário aqui. Na semana que vem, o Ombudsman volta para avaliar o programa do dia 04 de junho. Até lá!