Ecolândia no 28º SEURS em Florianópolis

Alunos gravam mini-versão do Ecolândia.

Na última quarta-feira, dia 08 de setembro, parte da equipe do Ecolândia ministrou uma oficina sobre técnicas de rádio na escola Simão José Hess da rede estadual de ensino de Florianópolis em Santa Catarina.

A atividade era parte da programação do XXVIII Seminário de Extensão Universitária da Região Sul – SEURS. Participaram desta oficina alunos do segundo ano do Ensino Médio. Os estudantes receberam algumas instruções sobre as diferentes linguagens jornalísticas, bem como tiveram contato com as ferramentas de aúdio utilizadas na produção do Ecolândia.

A proposta da oficina era que grupos de três alunos pudessem transformar notícias de jornalismo impresso, retiradas de revistas voltadas ao público jovem, em notas para rádio com base nas instruções passadas durante a oficina.

Ouça o resultado dessa atividade no link abaixo.

Mini Ecolândia

A extensão que não se estende

PET Comunicação cansado depois de discutir ações de extensão com acadêmicas da UEM.

Novamente, sou eu a encarregada de vir relatar congressos. Mas dessa vez, diferente de quando perdemos a etapa nacional do Expocom, o relato é mais light e menos rancoroso.

De quinta (3/6) a domingo (6/6), nós, integrantes do Ecolândia que também fazemos parte do Programa de Educação Tutorial (PET) Comunicação Social UFSM, estivemos em Porto Alegre, participando do Encontro dos Grupos PET da Região Sul, vulgo SulPET. E uma das discussões que permeou todo o evento pode ser resumida na seguinte problemática: o que é extensão?

Impossível definir um conceito e um modo de fazer, concluímos. Certamente o fazer extensão para as engenharias, para as áreas da saúde e para a a comunicação não é a mesma coisa. Mas se não há uma definição possível e estática, princípios norteadores (adoro eufemismos) são necessários. Senão, vira bagunça.

Dois pontos, acredito, são essenciais de serem tratados aqui: o que é extensão e para quem ela deve servir. Ao contrário do que muitos (podem acreditar, muitos mesmo) acreditam, extensão não consiste em levar conhecimento até às comunidades. Ora levar conhecimento. Como se a academia fosse um reduto especial de inteligência e conhecimento e fizesse a caridade de levar um pouquinho dessa sabedoria para as comunidades se esclarecerem ou fugirem, um pouquinho que seja, do seu estado de ignorância crônica. Ah, quantos pensamentos absurdos pensam esses pensadores. Extensão não é levar, é construir conhecimento junto ao grupo social em que os universitários se inserem.

Em segundo lugar, por mais especificidades que tenha cada área, um aspecto precisa ser comum: a quem o ato se define. Abrir a Universidade esperando que comunidades externas venham até ela não é extensão; fazer uma viagem de estudos não é extensão. Extensão acontece quando um grupo universitário, devidamente embasado por um propósito científico, abraça uma causa e uma comunidade – e é abraçado por ela. Fora dos muros da Universidade.

E são esses princípios norteadors que o Ecolândia se desafia, semana a semana, a seguir.

E, para você, o que é extensão?

V de Viçosa

Estou devendo essa postagem aos colegas e aos leitores há quase vinte dias. Desde que voltamos do Intercom, o maior congresso nacional de comunicação, tenho utilizado desculpas como a chuva e falta de habilidade tecnológica para não escrever. Esgotada minha lista de pretextos, venho contar como foi a apresentação do Ecolândia no evento.

Equipe do Ecolândia após apresentar o trabalho na Mostra Competitiva

Equipe do Ecolândia após apresentar o trabalho na Mostra Competitiva

Como já nos gabamos anteriormente, o Ecolândia foi escolhido como melhor radiojornal da região sul. E foi com a incumbência de representar a região que fomos para Curitiba, na etapa nacional.

A apresentação foi no domingo, dia 6 (sim, o meu ritmo não está dentro do esperado para uma ferramenta web), depois de uma noite frustrada que começou na boate mais famosa da cidade e terminou uma hora depois, no Burger King. Mas isso é assunto pra outro post. Fato é que os quatro trabalhos que estavam competindo conosco eram extremamente bons. Ênfase para o advérbio.

De Minas Gerais veio o De mala e cuia, um radiojornal (ou um radioteatro, já que pelo jeito, lá em Curitiba, eles são sinônimos) sobre a chegada da Família Real. Do Ceará veio o Outras Ondas, um radiojornal pra juventude que foge ao estereótipo dos programas pra essa faixa etária. Do Distrito Federal veio o Paranoá Especial, resultado de uma monografia (aham, pra tu ver a dificuldade) sobre a carência de notícias nas rádios comunitárias. E por último, competimos também com o Sexo Verbal, do Pará, que nos ensinou que no norte a palavra charque tem uma conotação diferente daquela que nós, gaúchos, conhecemos. Mas, isso também é assunto para outro post.

Gabrielli apresentando um dos programas do Ecolândia.

Gabrielli apresentando um dos programas do Ecolândia.

Impossível discernir um campeão. A única opção que descartamos foi a vitória do radiojornal de Viçosa (MG) já que ele não tinha características para se dizer jornalístico. E não falo de conceitos complexos e teóricos: imagine que a entrevista do programa era com a Carlota Joaquina.

Pela minha amargura, já dá para imaginar o resultado. Sim, eles venceram. Mas é claro que isso não nos abalou. Quem acredita no que faz não se deixa levar por um resultado negativo, e esse é nosso caso. No ano que vem estaremos lá, de novo, porque somos teimosos. Se não fôssemos, não estaríamos tentando fazer jornalismo ambiental e popular numa rádio comunitária. E esperamos que, em 2010, o V seja de vitória. E não de Viçosa!

X Intercom Sul

27 de maio.

Anoitecia quando os mais de cento e vinte acadêmicos partiram do coração do estado do Rio Grande do Sul rumo à Blumenau. Todos – ou boa parte – estavam animados. Conhecer um lugar novo, fazer festa e, é claro, participar do evento que oportunizou a viagem.

Nas primeiras horas da ida, tudo muito-bem-obrigado, mas foi passar de Porto Alegre que os pss-tem-gente-dormindo-que-precisa-apresentar-trabalho-amanhã começaram a prevalecer àqueles mais animados. Além disso, vez que outra piscava um flash da minha câmera ou a Michelle soltava uma risadinha.

28 de maio

Onde estamos? Falta muito? Chegamos!

Chovia, ou melhor, garoava (uma garoa fininha e irritante) quando os mais de cento e vinte acadêmicos chegaram à cidade da Oktoberfest. A tropa desembarcou na Universidade Regional de Blumenau (FURB), onde estava começando o X Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sul (INTERCOM Sul). De lá, depois da palestra de abertura, partimos para a pousada.

Na tarde do dia 28 o Ecolândia foi apresentado pela primeira vez, no INTERCOM Junior.

O artigo Programa Radiofônico Ecolândia: da Práxis à Teoria foi explicado pelos ecolandeiros Gabrielli, Luciana e Luiz Henrique. Os objetivos do programa, a relação com o jornalismo público, o jornalismo ambiental e a comunicação comunitária foram alguns dos aspectos expostos.

Naquela noite, a ecolandeira Michelle e eu participamos de uma oficina com Sandro Galarça sobre Jornalismo Comunitário. A oficina abordou o jornalismo comunitário impresso, mas por estar no contexto comunitário, o ministrante ressaltou pontos que também foram abordados no artigo apresentado poucas horas antes por parte do nosso grupo:

A função pública do jornalismo não deve ficar restrita apenas aos órgãos oficiais. A “grande mídia” coloca jornalismo comunitário como os serviços que presta à comunidade, no entanto essa subdivisão vai além de reclamar do buraco na rua ou do serviço de saúde. O jornalismo comunitário se inicia junto ao local para o qual é voltado, propondo-se a focar nas demandas da comunidade. Nesse contexto pode ser que as atenções sejam voltadas às necessidades básicas, porque nelas estão as maiores carências.

O verdadeiro jornalismo comunitário faz uma troca de ideias com as pessoas e deve ser um instrumento de transformação da comunidade. É preciso entender o local, identificar-se na comunidade e estudar a fundo a formação histórica e social da população à qual se dirige. Outro detalhe é valorizar o local, resgatando as manifestações populares.

O jornalista comunitário deve ter uma participação verdadeira (o jornalista junto à comunidade), vivendo a realidade do lugar e assumindo a sua parcela da responsabilidade.

Temos, ainda, que o jornalismo comunitário precisa assumir o seu dever social de mudar o mundo, não adiantando apenas cobrir determinado evento, mas sim incentivar a realização de outros tantos mais.

29 de maio

Ecolândia no Expocom Sul

Na sexta-feira era dia de apresentar o Eco no Expocom. Estavam encarregados da apresentação do artigo Programa Radiofônico Ecolândia: Jornalismo Ambiental em uma Rádio Comunitária Felipe e Janaina. Michelle, Otacílio (nosso técnico salvador) e eu havíamos feito um pequeno resumo do programa em dois minutos. Estávamos com ele num CD e num pen-drive.

Acontecimento 1: esqueci o pen-drive na pousada. Queríamos garantir o áudio no dispositivo portátil porque vai-que-o-computador-não-tem-drive-de-cd-né. Por sorte (?) alguém tinha levado o pen-drive do programa; agora era só ir até um computador e fazer a transferência.

Acontecimento 2: os computadores disponibilizados não tinham Media Player, logo, não consegui passar o arquivo do CD para o PC. Por sorte (??) havia um notebook de uma organizadora ‘dando sopa’. Conseguimos emprestado. PRONTO! Agora o programa estava em CD e em pen-drive.

Acontecimento 3: Tudo certo! Felipe e Janaina afiadíssimos! Mas chega na hora de falar e só um poderia apresentar – e esse um era quem inscreveu o trabalho: Gabrielli. Os avaliadores ainda permitiram que alguém a acompanhasse na apresentação, mas a Gabi assumiu tudo sozinha. Por sorte (não!). Por competência o trabalho ficou muito bem apresentado. Falar do Ecolândia em dez minutos não é fácil. Ao final, com poucas perguntas dos jurados, o grupo ainda pôde expor mais do trabalho realizado. Confesso que quando o Felipe, a Jana e a Gabi não paravam de responder, falando e estendendo muito as colocações, eu fiquei bastante nervoso. A mesa avaliadora havia dito: temos pouco tempo e ainda há muitos outros trabalhos pela frente. Foi preocupação à toa. Os detalhes só enriqueceram a apresentação

30 de maio.

Encerramento

Na Vila Germânica aconteceu o encerramento do X INTERCOM Sul. Na cerimônia foram anunciados os premiados no Expocom Sul 2009.

A voz anunciava um vencedor atrás do outro, muito rápido. Eis que entre gritos de comemoração e flashes o locutor anuncia: Programa Radiofônico Ecolândia – êêêêêêhhhhhhhh!!! – Jornalismo Ambiental em uma Rádio Comunitária – êêêêêêêêhhhhhh!!! Todo o trabalho valeu (mais ainda) o esforço.

31 de maio.

Fazia frio quando os mais de cento e vinte acadêmicos chegaram ao coração do estado do Rio Grande do Sul vindos de Blumenau. Todos – ou boa parte – estavam cansados. No entanto, a bagagem extra que alguns trouxeram (e não falo das cervejas, roupas e chaveiros!) é, sem dúvida, a melhor parte de tudo isso.

O grupo todo e seus colaboradores estão de parabéns!