Ombudsman da semana

Olá ouvintes do Ecolândia e leitores do nosso blog! Hoje estamos lançando a quinta avaliação do Ombudsman da semana. Devido a alguns problemas técnicos não foi possível postar a avaliação do programa do dia 21 até segunda-feira, então, antes tarde do que nunca, você pode conferir a partir de agora mais uma edição do Ombudsman. O tema tratado na última sexta-feira foi a “Reciclagem de resíduos orgânicos e inorgânicos”, sobre o qual procuramos informar ao público os principais cuidados na hora de jogarmos o nosso lixo fora e como são realizados os processos de reciclagem.

AVALIAÇÃO TÉCNICA: o programa teve alguns pequenos problemas de áudio: 1) a cortina estava muito alta em alguns momentos do programa; 2) o som do telefone da rádio atrapalhou um pouco a leitura do primeiro bloco de notícias, 3) houve alguns cortes secos em quadros como o “Microfone Aberto” e a “Entrevista” (nada que prejudicasse o conteúdo, que, diga-se de passagem, estava ótimo) e 4) no primeiro bloco de notícias a cortina tocou por muito tempo e uma das notícias entrou cortada. Fora esses aspectos, um ponto interessante que reparei foi a diferença de ritmo entre os Loc’s 1 e 2. A Gabrielli tem um ritmo de leitura um pouco mais acelerado e a Anelise um pouco mais lento. No entanto, durante o programa, a leitura foi começando a fluir melhor, notando-se pouco a diferença do ritmo entre as duas.

AVALIAÇÃO DE CONTEÚDO: a partir da proposta de tratar o assunto “Reciclagem de resíduos orgânicos e inorgânicos”, percebi que os repórteres conseguiram atingir as propostas da reunião de pauta. Antes de falar quadro por quadro, achei que todos os áudios estavam dentro do tempo médio e as suas montagens estavam muito ricas, com trilhas que prendem a atenção do ouvinte e que trazem dinâmica para a locução dos repórteres.

Microfone Aberto: houve alguns cortes secos em duas das entrevistas, porém nada que atrapalhasse o conteúdo. Gostei muito da foram que o “MA” foi realizado, estava dinâmico e o Felipe conseguiu trazer proximidade com o ouvinte através da conversa que realizou com os participantes do quadro.

Reportagem: foi bem informativa e explicativa. Além disso, achei muito interessante que a reportagem abordou tanto as temáticas técnicas e ambiental da reciclagem, como também mostrou seu aspecto social e a importância do processo para a sociedade.

Entrevista: assim como a reportagem, a entrevista também estava bem explicativa e informativa. Foi muito interessante conversar com um profissional que mostrou para a comunidade como cuidar do seu próprio lixo em casa, trazendo alternativas para os resíduos produzidos.

PETBio: aconteceu um grave problema essa semana. Infelizmente o quadro saiu repetido (mesmo que o do programa do dia 16/05).

Perfil: o quadro foi bem interessante. A forma como a história da Maria Cristina foi contada trouxe uma esfera de aproximação, foi gostoso de ouvir.

A cidade onde a gente vive: o quadro estava muito legal. O conteúdo estava bem disposto durante o texto e as inserções de áudio complementaram bem a informação que estava sendo colocada ao ouvinte.

Notícias: as assuntos foram muito interessantes, trazendo temáticas tanto sociais como ambientais.

Que bicho é esse?: as dicas do bicho estavam bem estruturadas. Achei legal a idéia de trazer um animal do dia-a-dia, é uma forma de provocar a participação do ouvinte (como de fato aconteceu, através da ligação da Isabel).

E assim chega ao final a avaliação do Ombudsman de hoje. Se você leitor tiver alguma crítica a fazer em relação ao programa, deixe um comentário aqui no blog para podermos melhorar nossas produções em programas futuros! Na semana que vem, o Ombudsman voltará para analisar o programa da próxima sexta-feira (28/05), que irá falar sobre “Novas conformações familiares”.

Até lá!

O contêiner de um homem é o seu castelo

Há novos contêineres nas ruas de Santa Maria. Não! Não falo daqueles verdinhos que vieram mais para complicar do que para facilitar. Quem circula pela Avenida Fernando Ferrari ou pela Faixa Nova de Camobi já deve ter percebido a inusitada – pelo menos para mim – arquitetura da franquia Container Concept Store, uma loja de roupas que, como sugere o nome, funciona dentro de um contêiner de navio.

Eis que na mesma época do surgimento dessas lojas aqui na cidade, a revista Superinteressante publica, na editoria Supernovas, um texto sobre uma “vila de contêineres”. Em reportagem da versão em português do site Radio Nederland Wereldomroep (RNW), a mesma autora da reportagem da Super, Caroline D’Essen, fala um pouco mais detalhadamente sobre como é morar dentro de uma caixa de aço.

Um dos principais problemas enfrentados por jovens que vêm estudar em Amsterdã é a questão da acomodação. A cidade tem uma das densidades demográficas mais altas do mundo. São 393 habitantes por quilômetro quadrado. Isso pode virar uma grande dor de cabeça para o estudante que vem morar por um período na cidade.

Consciente dessa realidade, a empresa Holandesa Tempo Housing teve a idéia de transformar contêineres de navio em dormitórios. O que podia parecer uma idéia estranha, acabou dando certo. Depois de passar por uma reforma na China, os contêineres chegam em Amsterdã prontos para serem usados, agora já como dormitórios de aproximadamente 25 metros quadrados, com cozinha e banheiro privativos.

Ainda por aqueles dias, a Prefeitura de Santa Maria anunciou que moradores de áreas de risco da cidade seriam transferidos para moradias provisórias semelhantes até a construção de um novo loteamento. Processo parecido foi idealizado para as vítimas de desastres naturais em algumas partes do mundo.

Nada se cria, tudo se copia

Navegando poucos minutos na internet, descobri que essa novidade de lojas e apartamentos em contêineres reutilizados pode parecer novidade para nós, mas já vem sendo utilizado há algum tempo em outros vários lugares, principalmente da Europa e da Ásia como alternativas de moradia barata e como uma nova proposta de conceito arquitetônico, inclusive por lojas de grifes mundialmente famosas.

Talvez eu seja facilmente impressionável, mas fiquei surpreso com algumas ideias, como as instalações que ‘se abrem’ e criam ambientes modernos e confortáveis, e as achei, a primeira vista, bastante positivas.

Não sei até que ponto é ecologicamente melhor construir apartamentos ou lojas nesses compartimentos, visto que o metal esquenta e esfria rapidamente e eu não tenho conhecimento do sistema de isolamento térmico utilizado ou dos sistemas de calefação e resfriamento desses ‘modernosos’ recintos, mas parece que a preocupação com a natureza está presente. Neste blog de arquitetura soube que, além de ajudar as vítimas de desastres naturais, “as casas feitas a partir dessas caixas navais contam ainda com painéis solares e aparatos para captação de água de chuva, fazendo delas uma opção residencial mais ecológica”.

Parece que essa moda está pegando. Das residências mais baratas às lojas móveis, temos uma revolução na arquitetura e nas barraquinhas de cachorro-quente.

MAIS:

Veja algumas lojas-contêiner em:
http://estrategiaempresarial.wordpress.com/2009/02/05/loja-container/

Visita ao apartamento-contêiner em Amserdã