E para todo o fim, um novo começo.

Quando assistimos a reportagens na televisão sobre exclusão social, ou mesmo sobre o problema do aquescimento global, logo ficamos com aquele sentimento de que deveríamos fazer alguma coisa para reverter essa situação. Períodos como o Natal são propícios para darmos um break na correria do  dia-a-dia e refletirmos sobre as nossas ações com relação ao bem comum.

Na última edição deste ano do Ecolândia, nossa equipe foi atrás do espiríto de solidariedade que cerca o Natal. Conversamos com algumas pessoas que deixaram a preguiça de lado, ou mesmo a desculpa da falta de tempo, para doar-se no empreendimento de fazer mais do que apenas reclamar.

A ONG Infância Ação é a iniciativa de um grupo de estudantes da UFSM que resolveu unir-se em prol de  crianças em situação de risco na cidade de Santa Maria. Mas como é que eles podem contribuir para melhorar a situação dessas crianças? Firmando parceirias com as instituições da cidade que cuidam de crianças nesta situação, bem como com a iniciativa privada para captar recursos e promover projetos  conjuntos que atinjam este público.

As iniciativas vão desde curso de inglês até uma espécie de oficina do riso no Lar Acalanto e na àrea pediatrica do HUSM. A atual presidente da ONG, Patrícia Pilcher, conversou com nossa equipe sobre o trabalho voluntário.

Realmente o tema “solidariedade” é muito recorrente nesta época do ano,  assistindo a última edição do Fantástico, vi uma reportagem sobre um estudo realizado nos Estados Unidos que chegou a conclusão de que ser generoso rende muito mais do que a sensação de dever cumprido. Eles chegaram à sete boas razões para se exercer a generosidade. Mas, na verdade, nenhum estudo é capaz de compreender os motivos que levam o ser humano a deixar de lado seus interesses e gastar seu tempo dedicando-se a atividades que não lhe rendem mais do que um sorriso de agradecimento.

Como o final de dezembro é sempre um tempo de colocar na balança tudo aquilo que fizemos durante o ano e nos planejarmos para o futuro, esse pode ser o momento ideal para se procurar instituições como a Parceiros Voluntários e começar um trabalho social.

A Parceiros é uma ONG que tem por objetivoestimular, captar, qualificar e encaminhar voluntários à comunidade gaúcha, para promover a cultura do voluntariado organizado. Ela atua  em cerca de 78 cidades no Rio Grande do Sul e tem sede em Santa Maria.

A atuação da parceiros é bem parecida com a da Infãncia Ação, ela também faz a captação de pessoas que tenham pelo menos três horas semanais disponiveis para trabalhar em algum dos projetos,  chamados ações da sociedade civil, em geral ligados à iniciativa privada, que são parceiros da ONG.

Para trabalhar como voluntário em um desses projetos, basta preencher um cadastro no site da Parceiros, estabelecendo esse primeiros contato. A seguir, a ONG realiza entrevista com o candidato, verifica sua real disponibiliade e o encaminha para o projeto para o qual ele mais se adeque.

Aproveitando essa onde de sensibilização para os problemas que o nosso planeta vem enfretando, voltamos a tocar em um assunto muito sério e que exige união muito grande por parte de todos nós: o aquecimento global. Uma ONG chamada 350.org decidiu unir-se para promover ações que divulgassem a ideia de que é preciso diminuir a emissão de CO2 na atmosfera terrestre. Confira o video abaixo no qual supermodelos se despem para exemplificar o aumento da temperatura no planeta.

Te ver feliz me faz bem

São muitas as abordagens que podemos fazer ao tratar de qualidade de vida. Hoje vou falar rapidamente sobre o exemplo de uma delas: a solidariedade.

Neste feriado, popularmente conhecido como Dia das Crianças, o casal responsável pelo funcionamento da Rádio Caraí (Paulo Roberto A. Rodrigues e Roselaine Magrini) organizou, com o auxílio de amigos e voluntários, uma tarde dedicada às crianças carentes da região. Da mesma forma que nos outros quatro anos, foram realizadas brincadeiras e distribuídos cachorro quente, refrigerante, doces e brinquedos. (Neste ano a festa contou ainda com a participação da ecolandeira Maíra Bertoldo, que ensinou como é possível transformar retalhos de tecido e caixas de leite em pulseiras).

Maíra Bertoldo em oficina com as crianças

Maíra Bertoldo em oficina com as crianças*

Neivanir Fontana animando as crianças

Neivanir Fontana animando as crianças*

Por serem meus pais o casal, tive a oportunidade de acompanhar de perto a preparação da atividade e pude sentir como a solidariedade influi na nossa vida e nos faz bem, mesmo que indiretamente. Foram alguns dias buscando contribuições como presentes, doces e ingredientes para montar os lanches. Nessa segunda-feira, depois de tudo pronto e da criançada pulando na frente da Rádio, era claro o sentimento de realização dos dois.

Roselaine (sentada, de preto) e Paulo (com a câmera, de laranja) com voluntários, crianças e pais
Roselaine (sentada, de preto) e Paulo (com a câmera, de laranja) com voluntários, crianças e pais*

Segundo publicado na revista Super Interessante (out. 2009) “os gestos de carinho produzem benefícios não só para quem os recebe, mas também para quem os cede”. Ajudar quem tem um pouco menos que nós e receber, em troca, um sorriso puro é gratificante; faz-nos mais feliz. Ver quem amamos contentes também nos anima: “cada amigo feliz aumenta em 9% nossa probabilidade de nos sentirmos felizes também” (Super, out. 2009).

No meu achismo, digo que solidariedade é uma rede de felicidade e realização tão ampla que dá um empurrãozinho na qualidade de vida não só de quem dá e de quem ganha. A complexidade e o benefício desta ação vão além e chegam até mesmo àqueles que decidem, por exemplo, apenas observar e registrar o momento.

Crianças em brincadeira com balões
Crianças em brincadeira com balões*

*Fotos: Cristiano Magrini. 12/10/2009