X Intercom Sul

27 de maio.

Anoitecia quando os mais de cento e vinte acadêmicos partiram do coração do estado do Rio Grande do Sul rumo à Blumenau. Todos – ou boa parte – estavam animados. Conhecer um lugar novo, fazer festa e, é claro, participar do evento que oportunizou a viagem.

Nas primeiras horas da ida, tudo muito-bem-obrigado, mas foi passar de Porto Alegre que os pss-tem-gente-dormindo-que-precisa-apresentar-trabalho-amanhã começaram a prevalecer àqueles mais animados. Além disso, vez que outra piscava um flash da minha câmera ou a Michelle soltava uma risadinha.

28 de maio

Onde estamos? Falta muito? Chegamos!

Chovia, ou melhor, garoava (uma garoa fininha e irritante) quando os mais de cento e vinte acadêmicos chegaram à cidade da Oktoberfest. A tropa desembarcou na Universidade Regional de Blumenau (FURB), onde estava começando o X Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sul (INTERCOM Sul). De lá, depois da palestra de abertura, partimos para a pousada.

Na tarde do dia 28 o Ecolândia foi apresentado pela primeira vez, no INTERCOM Junior.

O artigo Programa Radiofônico Ecolândia: da Práxis à Teoria foi explicado pelos ecolandeiros Gabrielli, Luciana e Luiz Henrique. Os objetivos do programa, a relação com o jornalismo público, o jornalismo ambiental e a comunicação comunitária foram alguns dos aspectos expostos.

Naquela noite, a ecolandeira Michelle e eu participamos de uma oficina com Sandro Galarça sobre Jornalismo Comunitário. A oficina abordou o jornalismo comunitário impresso, mas por estar no contexto comunitário, o ministrante ressaltou pontos que também foram abordados no artigo apresentado poucas horas antes por parte do nosso grupo:

A função pública do jornalismo não deve ficar restrita apenas aos órgãos oficiais. A “grande mídia” coloca jornalismo comunitário como os serviços que presta à comunidade, no entanto essa subdivisão vai além de reclamar do buraco na rua ou do serviço de saúde. O jornalismo comunitário se inicia junto ao local para o qual é voltado, propondo-se a focar nas demandas da comunidade. Nesse contexto pode ser que as atenções sejam voltadas às necessidades básicas, porque nelas estão as maiores carências.

O verdadeiro jornalismo comunitário faz uma troca de ideias com as pessoas e deve ser um instrumento de transformação da comunidade. É preciso entender o local, identificar-se na comunidade e estudar a fundo a formação histórica e social da população à qual se dirige. Outro detalhe é valorizar o local, resgatando as manifestações populares.

O jornalista comunitário deve ter uma participação verdadeira (o jornalista junto à comunidade), vivendo a realidade do lugar e assumindo a sua parcela da responsabilidade.

Temos, ainda, que o jornalismo comunitário precisa assumir o seu dever social de mudar o mundo, não adiantando apenas cobrir determinado evento, mas sim incentivar a realização de outros tantos mais.

29 de maio

Ecolândia no Expocom Sul

Na sexta-feira era dia de apresentar o Eco no Expocom. Estavam encarregados da apresentação do artigo Programa Radiofônico Ecolândia: Jornalismo Ambiental em uma Rádio Comunitária Felipe e Janaina. Michelle, Otacílio (nosso técnico salvador) e eu havíamos feito um pequeno resumo do programa em dois minutos. Estávamos com ele num CD e num pen-drive.

Acontecimento 1: esqueci o pen-drive na pousada. Queríamos garantir o áudio no dispositivo portátil porque vai-que-o-computador-não-tem-drive-de-cd-né. Por sorte (?) alguém tinha levado o pen-drive do programa; agora era só ir até um computador e fazer a transferência.

Acontecimento 2: os computadores disponibilizados não tinham Media Player, logo, não consegui passar o arquivo do CD para o PC. Por sorte (??) havia um notebook de uma organizadora ‘dando sopa’. Conseguimos emprestado. PRONTO! Agora o programa estava em CD e em pen-drive.

Acontecimento 3: Tudo certo! Felipe e Janaina afiadíssimos! Mas chega na hora de falar e só um poderia apresentar – e esse um era quem inscreveu o trabalho: Gabrielli. Os avaliadores ainda permitiram que alguém a acompanhasse na apresentação, mas a Gabi assumiu tudo sozinha. Por sorte (não!). Por competência o trabalho ficou muito bem apresentado. Falar do Ecolândia em dez minutos não é fácil. Ao final, com poucas perguntas dos jurados, o grupo ainda pôde expor mais do trabalho realizado. Confesso que quando o Felipe, a Jana e a Gabi não paravam de responder, falando e estendendo muito as colocações, eu fiquei bastante nervoso. A mesa avaliadora havia dito: temos pouco tempo e ainda há muitos outros trabalhos pela frente. Foi preocupação à toa. Os detalhes só enriqueceram a apresentação

30 de maio.

Encerramento

Na Vila Germânica aconteceu o encerramento do X INTERCOM Sul. Na cerimônia foram anunciados os premiados no Expocom Sul 2009.

A voz anunciava um vencedor atrás do outro, muito rápido. Eis que entre gritos de comemoração e flashes o locutor anuncia: Programa Radiofônico Ecolândia – êêêêêêhhhhhhhh!!! – Jornalismo Ambiental em uma Rádio Comunitária – êêêêêêêêhhhhhh!!! Todo o trabalho valeu (mais ainda) o esforço.

31 de maio.

Fazia frio quando os mais de cento e vinte acadêmicos chegaram ao coração do estado do Rio Grande do Sul vindos de Blumenau. Todos – ou boa parte – estavam cansados. No entanto, a bagagem extra que alguns trouxeram (e não falo das cervejas, roupas e chaveiros!) é, sem dúvida, a melhor parte de tudo isso.

O grupo todo e seus colaboradores estão de parabéns!