V de Viçosa

Estou devendo essa postagem aos colegas e aos leitores há quase vinte dias. Desde que voltamos do Intercom, o maior congresso nacional de comunicação, tenho utilizado desculpas como a chuva e falta de habilidade tecnológica para não escrever. Esgotada minha lista de pretextos, venho contar como foi a apresentação do Ecolândia no evento.

Equipe do Ecolândia após apresentar o trabalho na Mostra Competitiva

Equipe do Ecolândia após apresentar o trabalho na Mostra Competitiva

Como já nos gabamos anteriormente, o Ecolândia foi escolhido como melhor radiojornal da região sul. E foi com a incumbência de representar a região que fomos para Curitiba, na etapa nacional.

A apresentação foi no domingo, dia 6 (sim, o meu ritmo não está dentro do esperado para uma ferramenta web), depois de uma noite frustrada que começou na boate mais famosa da cidade e terminou uma hora depois, no Burger King. Mas isso é assunto pra outro post. Fato é que os quatro trabalhos que estavam competindo conosco eram extremamente bons. Ênfase para o advérbio.

De Minas Gerais veio o De mala e cuia, um radiojornal (ou um radioteatro, já que pelo jeito, lá em Curitiba, eles são sinônimos) sobre a chegada da Família Real. Do Ceará veio o Outras Ondas, um radiojornal pra juventude que foge ao estereótipo dos programas pra essa faixa etária. Do Distrito Federal veio o Paranoá Especial, resultado de uma monografia (aham, pra tu ver a dificuldade) sobre a carência de notícias nas rádios comunitárias. E por último, competimos também com o Sexo Verbal, do Pará, que nos ensinou que no norte a palavra charque tem uma conotação diferente daquela que nós, gaúchos, conhecemos. Mas, isso também é assunto para outro post.

Gabrielli apresentando um dos programas do Ecolândia.

Gabrielli apresentando um dos programas do Ecolândia.

Impossível discernir um campeão. A única opção que descartamos foi a vitória do radiojornal de Viçosa (MG) já que ele não tinha características para se dizer jornalístico. E não falo de conceitos complexos e teóricos: imagine que a entrevista do programa era com a Carlota Joaquina.

Pela minha amargura, já dá para imaginar o resultado. Sim, eles venceram. Mas é claro que isso não nos abalou. Quem acredita no que faz não se deixa levar por um resultado negativo, e esse é nosso caso. No ano que vem estaremos lá, de novo, porque somos teimosos. Se não fôssemos, não estaríamos tentando fazer jornalismo ambiental e popular numa rádio comunitária. E esperamos que, em 2010, o V seja de vitória. E não de Viçosa!