Te ver feliz me faz bem

São muitas as abordagens que podemos fazer ao tratar de qualidade de vida. Hoje vou falar rapidamente sobre o exemplo de uma delas: a solidariedade.

Neste feriado, popularmente conhecido como Dia das Crianças, o casal responsável pelo funcionamento da Rádio Caraí (Paulo Roberto A. Rodrigues e Roselaine Magrini) organizou, com o auxílio de amigos e voluntários, uma tarde dedicada às crianças carentes da região. Da mesma forma que nos outros quatro anos, foram realizadas brincadeiras e distribuídos cachorro quente, refrigerante, doces e brinquedos. (Neste ano a festa contou ainda com a participação da ecolandeira Maíra Bertoldo, que ensinou como é possível transformar retalhos de tecido e caixas de leite em pulseiras).

Maíra Bertoldo em oficina com as crianças

Maíra Bertoldo em oficina com as crianças*

Neivanir Fontana animando as crianças

Neivanir Fontana animando as crianças*

Por serem meus pais o casal, tive a oportunidade de acompanhar de perto a preparação da atividade e pude sentir como a solidariedade influi na nossa vida e nos faz bem, mesmo que indiretamente. Foram alguns dias buscando contribuições como presentes, doces e ingredientes para montar os lanches. Nessa segunda-feira, depois de tudo pronto e da criançada pulando na frente da Rádio, era claro o sentimento de realização dos dois.

Roselaine (sentada, de preto) e Paulo (com a câmera, de laranja) com voluntários, crianças e pais
Roselaine (sentada, de preto) e Paulo (com a câmera, de laranja) com voluntários, crianças e pais*

Segundo publicado na revista Super Interessante (out. 2009) “os gestos de carinho produzem benefícios não só para quem os recebe, mas também para quem os cede”. Ajudar quem tem um pouco menos que nós e receber, em troca, um sorriso puro é gratificante; faz-nos mais feliz. Ver quem amamos contentes também nos anima: “cada amigo feliz aumenta em 9% nossa probabilidade de nos sentirmos felizes também” (Super, out. 2009).

No meu achismo, digo que solidariedade é uma rede de felicidade e realização tão ampla que dá um empurrãozinho na qualidade de vida não só de quem dá e de quem ganha. A complexidade e o benefício desta ação vão além e chegam até mesmo àqueles que decidem, por exemplo, apenas observar e registrar o momento.

Crianças em brincadeira com balões
Crianças em brincadeira com balões*

*Fotos: Cristiano Magrini. 12/10/2009