É possível viver com AIDS

Valéria Piazza Polizzi, autora do livro “Depois daquela Viagem”, faz palestras no Brasil inteiro falando sobre a AIDS e as formas de prevenção da doença, e compartilha seus conhecimentos com outras pessoas. Além disso, ela foi colunista por oito anos na coluna “Papo de Garota” da revista Atrevida. Seu livro foi lançado em diversos países, tendo mais de 300 mil exemplares vendidos.

Antes de falar dessa moça citada acima, quero falar rapidamente sobre a AIDS, tema do programa que vai ao ar amanhã, dia 07 de maio. AIDS é a sigla em inglês – utilizada em vários locais do mundo, inclusive no Brasil – para a síndrome da imunodeficiência adquirida. Durante muitos anos ela foi tratada como um tabu, como algo extremamente perigoso, uma vez que é um vírus que debilita fortemente o sistema imunológico e que não tem cura. Além disso, como se sabe amplamente, a AIDS era classificada como a doença de alguns grupos sociais (homossexuais, negros, dependentes químicos) os quais, durante muito tempo, foram alvo de preconceito por sua condição. Felizmente, com o passar dos anos, a AIDS deixou de ser um “mal” da sociedade e as soluções começaram a aparecer; a AIDS finalmente começou a ser tratada de frente. Hoje sabemos que qualquer pessoa pode ser infectada, quais são os principais sintomas da doença e como ela pode ser tratada. Além disso, são várias as pessoas no mundo que convivem com a AIDS e têm uma vida normal.

Partindo deste ponto, começo agora a falar de Valéria Piazza Polizzi, já citada acima. Valéria contraiu o vírus HIV aos 16 anos e já há 23 convive com a AIDS. Em 1997 ela lançou um livro que é uma auto-biografia, chamado “Depois daquela Viagem”. Durante a história, ela mostra todas as dificuldades que superou, desde o momento em que soube que estava doente até a hora de encarar a AIDS como uma “parceira de vida”, algo com o que ela aprendeu a conviver diariamente. A história de Valéria, além de ser muito tocante e de mostrar uma história de superação, também é um retrato muito atual da questão da AIDS no Brasil. Valéria descobriu a doença no final dos anos 80, época em que a AIDS ainda era novidade no Brasil, não existiam muitos tratamentos nem médicos muito experientes no tratamento da doença. Além disso, o preconceito era muito grande e pouco se conhecia sobre os reais efeitos da AIDS na vida de uma pessoa. Dessa forma, o livro mostra como ela se informou sobre o tratamento, sobre os cuidados que deveria ter e de que forma poderia encarar a doença como parte de seu dia-a-dia, aprendendo todos os dias com aquele “a mais” novo em sua vida.

Assim, deixo aqui a minha indicação de leitura para todos os que lêem esse blog. Sou suspeita para falar, pois adoro de paixão a história de Valéria. É realmente uma lição de vida. Através de uma narrativa leve e descontraída ela nos mostra toda a sua caminhada e a importância de saber mais sobre a AIDS, um assunto tão importante na nossa sociedade e que precisa, com certeza, ter um debate cada vez mais amplo e plural.

Boa leitura!