Omdusman da Luzia

Luzia é o nome do fóssil humano mais antigo encontrado nas Américas, com onze mil e quinhentos anos. Numa comparação bastante forçada – mas que tem sua verdade – eu, Gabrielli, sou a Luzia do Ecolândia. Digo forçada porque, obviamente, sou mais bonita (bem mais). Mas, o que importa é que, prestes a completar três anos de programa, hoje estreio na função de ombudsman, tão cara ao Ecolândia, ao jornalismo em geral e a mim em particular.

Por eu ser a mais experiente (viva os eufemismos) me dou o direito de não usar aquela imagem horrível que o Luiz inventou e os demais corroboraram. Antes de começar, também quero destacar a importância desse momento que a gente está vivendo no projeto, em que da equipe de onze, quatro ainda não saíram dos cueiros e duas são semi-novas. Ou seja, momento em que toda a crítica e toda a discussão é bem-vinda, já que o perfil do programa para os próximos anos está sendo moldado agora.

Ok, vamos ao que interessa.

MA: Ri muito ouvindo. A conversação ficou bem fluida, o pessoal falou de sexo numa boa. Parabéns aos produtores que conseguiram tirar esse carater de tabu do assunto. Apenas penso que, nos dois momentos em que se conversou com duas pessoas ao mesmo tempo, ficou difícil de distinguir quem era quem e quem pensava o quê. Penso que devamos conversar sobre um encerramento feito na própria gravação, onde são reiteradas as informações iniciais como a rua, o assunto.

Notícias: Certinhas. Gostei do modo como foi feita a linkagem da notícia sobre a Contribuição de Iluminação Pública (CIP) com o programa da semana passada sobre o mesmo assunto. Porém, todavia, entretanto, a notícia sobre a Feira do Livro era praticamente um tratado, de quase dois minutos. Ai ai ai, Felipe. Outra coisa, pensando no que a Giu falou no primeiro ombudsman a respeito da trilha competir com a narração, acho que aconteceu o mesmo neste programa. Especialmente nas notícias. Tinha momentos, inclusive, que eu me distraía e perdia a informação. Que tal pensarmos espaços estratégicos para uso da trilha e deixarmos as notícias mais secas?

Reportagem: Ai, linda. E a frase final de efeito: “não há vergonha ou preconceito que valha uma vida”. Gostei muito mesmo, contemplou tudo que havíamos discutido. Apenas penso que devamos trabalhar melhor cabeças e pés (não me refiro apenas à reportagem). Tem que haver uma complementação entre estúdio e áudio gravado. O endereço e o telefone da casa Treze de Maio poderiam ser utilizados no pé, por exemplo.

Entrevista: Gostei bastante. A fonte sabia muito do assunto e a edição estava bem cuidadosa, só com os pontos que, de fato, importavam. Uma dica, Mari: fica mais natural se tu fizeres as perguntas com uma construção mais informal. Então, talvez regravar as perguntas em estúdio não seja a melhor opção, mesmo que tu tenhas te perdido ou gaguejado. Até porque, quando tu tiveres que fazer entrevistas ao vivo, esse recurso não vai ser mais possível e já é bom tu ires treinando o improviso.

Perfil: Notei que a Dani se baseou bastante no primeiro perfil pra fazer este, então nem preciso dizer que achei ótimo. Mas como é um quadro que está recém surgindo, podemos (ou talvez devamos) discutir o formato em reunião.

Cidade: Falou mais do lado humano dos pacientes soropositivos do que da história do grupo, propriamente dita. Porém, analisando dentro de um contexto geral do programa, ficou bem complementar, porque foi algo que ficou faltando nos outros materiais (não que os materiais tenham sido falhos, mas nossos enfoques talvez). Parabéns, Marcos.

Bicho: Jesús Martím-Barbero, chamaram o probre papagaio de bagacero? Eu não gosto do bicho. Temos que repensá-lo (não, isso não significa cortá-lo, tá Luiz?)

Apresentação: Alguns errinhos de técnica mais do que normais: vinheta entrando na hora errada, trilha alta demais. A princípio, nada de caótico aconteceu na estréia do William! Mas o programa só teve 50′. Então, por que causa, motivo, razão ou circunstância não houve o diálogo?

That’s all, folks
Bom final de domingo.