Sim, parteiras!

O programa Ecolândia do dia cinco de novembro teve como tema a saúde da mãe. Na entrevista com o médico-residente de ginecologia e obstetrícia do Hospital Universitário de Santa Maria Panait Kosmos Nicolaou, soubemos do incentivo do Ministério da Saúde (MS) ao parto normal e da importância desse procedimento para a mãe. Após a entrevista Daniela e William, apresentadores do dia, falaram sobre programa “Trabalhando com Parteiras Tradicionais”, parceria do MS com o Grupo Curumim.

Partindo da necessidade de se desenhar políticas públicas que atendam às especificidades das áreas rurais, ribeirinhas, de floresta e das regiões de difícil acesso e de populações tradicionais quilombolas e indígena, esse programa já capacitou cerca de 1200 parteiras e 970 profissionais da saúde das Regiões Norte e Nordeste

Segundo a subsecretária nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Lena Peres, em reportagem do Estadão, ainda hoje 30% dos partos são domiciliares.  “Segundo ela, a alta porcentagem se deve ao fato de que as parteiras vêm se modernizando, com o incentivo aos exames pré-natal – que garantem um parto mais seguro – e atuando também nas casas de parto de centros urbanos”.

De acordo com Lena, a partir do reconhecimento do SUS as parteiras poderão ser cadastradas, receber qualificação para orientar as mães sobre os cuidados com os bebê e ter acesso a materiais (como luvas e álcool) e transporte no caso de complicações no parto, além de fichas de identificação para facilitar o registro civil. Elas também buscam o direito a remuneração e aposentadoria.

É comum encontrar parteiras no interior do Norte e do Nordeste, em geral em regiões pouco urbanizadas. Elas costumam passar vários dias na casa da parturiente até que a mulher se recupere depois do nascimento do filho. É a parteira que cuida da mãe, do bebê e dos afazeres domésticos. A maioria não cobra pelo serviço, mas a família dá uma contribuição, que costuma ser pequena por se tratar de regiões pobres.

Apesar de depender de um conhecimento tradicional, normalmente repassado de mãe para as filhas, o trabalho dessas mulheres é, às vezes, a única alternativa de apoio às gestantes.

Abaixo você pode conferir o documentário “Saber de Parteira” realizado pelo Projeto Curumim sobre as parteiras da Chapada Diamantina, na Bahia.