Um outro olhar sobre os rodeios

Estamos envolvidos até o pescoço pela lógica capitalista, a qual prega, invariavelmente, a obtenção de lucro e o acúmulo de capital. Ouso dizer que os animais são diretamente afetados pelo modelo de sociedade vigente na atualidade e, ao mesmo tempo, constituem uma das principais forças motoras desse mesmo modelo.

Vou falar aqui de uma prática oriunda da indústria do entretenimento, mas que se mascara por trás da palavra “tradição”. Falo aqui dos rodeios.

O rodeio é uma prática que consiste em permanecer por até oito segundos sobre um animal, quase sempre um boi ou cavalo. O que muitos não sabem é que, para fazer o animal pular durante a atividade, são utilizados instrumentos que causam dor e estresse. Assim, enquanto as milhares de pessoas se divertem ao redor da arena, o animal é submetido à humilhações e tem seu corpo e autonomia gravemente feridos.

Trouxe esse assunto à tona porque ontem (18 de agosto) iniciou a Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, maior evento de rodeio no país. Esse evento conta com o patrocínio de uma variedade de empresas, muitas delas se fazem presente constantemente em nosso cotidiano. É o caso da cerveja Brahma, por exemplo, que vem realizando ampla publicidade do evento no ano de 2011.

Vejo que é importante mostrar a verdadeira faceta dessa festa dita “cultural”, que adquiriu fama e popularidade graças às condições que impõe aos animais. Os rodeios devem ser fortemente reprimidos pela comunidade brasileira, visto que são eventos que ferem os princípios éticos e a plena liberdade de todos os seres na Terra.

O vídeo a seguir, produzido pelo coletivo V.I.D.A mostra um pouco de como os animais são tratados durante o evento:

Por Bruna Homrich