Homofobia, um tema pouco discutido em nossa sociedade

O que é homofobia? Qual sua opnião sobre isso? Vamos começar analisando a origem da palavra: “fobia” vem do grego e quer dizer medo. Já “homo” é o pseudoprefixo de homossexual, ou seja, medo de homossexuais, mas não é apenas medo e sim uma série de atitudes e sentimentos negativos, como: antipatia, desprezo, preconceito, aversão e medo irracional. Algumas pessoas preferem classificar o comportamento homofóbico apenas como o “repúdio da sociedade em relação a pessoas que se auto-excluem” ou “desajustamento social por busca do prazer individual” justificando assim a exclusão social das pessoas homossexuais pelo fato de serem diferentes da suposta norma. Outras não consideram homofobia o repúdio à relação homoerótica, alegando que a relação heteroerótica também pode causar repulsa aos homossexuais, justificando a sua discriminação pela discriminação da outra “classe”. Há ainda o repúdio por motivos religiosos aos atos homossexuais mas não necessariamente se manifestando de forma directa contra as pessoas homossexuais. Entretanto, ativistas e defensores das causas LGBT em geral indicam que atitudes similares foram utilizadas no passado para justificar a xenofobia, o racismo e a escravidão.

A homofobia define o ódio, o preconceito, a repugnância que algumas pessoas nutrem contra os homossexuais. Aqueles que abrigam em sua mente esta fobia ainda não definiram completamente sua identidade sexual, o que gera dúvidas, angústias e uma certa revolta, que são transferidas para os que professam essa preferência sexual. Muitas vezes isso ocorre no inconsciente destes indivíduos. Para reafirmar sua sexualidade e como um mecanismo instintivo de defesa contra qualquer possibilidade de desenvolver um sentimento diferente por pessoas do mesmo sexo, os sujeitos tornam-se agressivos e podem até mesmo cometer assassinatos para se preservarem de qualquer risco. Muitas vezes, porém, a homofobia parte do próprio homossexual, como um processo de negação de sua sexualidade, às vezes apenas nos primeiros momentos, outras de uma forma persistente, quando o indivíduo chega a contrair matrimônio com uma mulher e a formar uma família, sem jamais assumir sua homossexualidade. Quando este mecanismo se torna consciente, pode ser elaborado através de uma terapia, que trabalha os conceitos e valores destes indivíduos com relação à opção homossexual.

O termo homofobia surgiu em 1971, pelo psicólogo George Weinberg. Esta palavra, de origem grega, remete a um medo irracional da homossexualidade, com uma conotação profunda de repulsa, total aversão, mesmo sem motivo aparente. Trata-se de uma questão enraizada ao racismo e a todo tipo de preconceito. Este medo passa pelo problema da identificação grupal, ou seja, os homófobos conformam suas crenças às da maioria e se opõem radicalmente aos que não se alinham com esses papéis tradicionais que eles desempenham na sociedade, ainda que apenas na aparência. Alguns assimilam a homofobia a um tipo de xenofobia, o terror de tudo que é diferente. Mas esta concepção não é bem aceita, porque o medo do estranho não é a única fonte em que os opositores dos homossexuais bebem, pois há também causas culturais, religiosas – principalmente crenças cristãs (católicas, protestantes), judias ou muçulmanas -, políticas, ideológicas – grupos de extrema-esquerda e de extrema direita -, e outras que se entrelaçam igualmente no preconceito. Geralmente os fundamentalismos não cedem espaço à homossexualidade. Há, porém, dentro dos grupos citados, aqueles que defendem e apóiam os direitos dos homossexuais. Dentro das normas legais, também há variantes, ou seja, há leis que entre casais do mesmo sexo e casais do sexo oposto se diversificam. E, por mais estranho que pareça, em pleno século XXI, alguns países aplicam até mesmo a pena de morte contra homossexuais.

O homófobo pode reagir perante os homossexuais com calúnias, insultos verbais, gestos, ou com um convívio social baseado na antipatia e nas ironias, modos mais disfarçados de se atingir o alvo, sem correr o risco de ser processado, pois fica difícil nestes casos provar que houve um ato de homofobia. Resgatemos na memória o caso do deputado Jair bolsonaro que denegriu a imagem dos homossexuais e sequer foi processado já que a justiça achou a ação improcedente. O governo também cometeu um ato falho ao não enviar o Kit anti-homofobia as escolas devido a pressão de integrantes do governo que são ligados a igreja. Essa atitude mostra que o tema está longe de ser discutido com propriedade e seriedade em nosso país já que ainda se pensa apenas pelo viés religioso, lembram-se também que a criminalização da homofobia não chegou entrar na pauta do congresso devido uma manobra dos políticos ligados a igreja, isso mostra que ainda consentimos com a violência em nosso país. E então, qual sua opinião sobre isso? Envie um e-mail para programaecolandia@gmail.com e confira sua opinião no programa Ecolândia desta sexta-feira, participe!

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Fonte de pesquisa: http://www.infoescola.com > Psicologia

Por Reinaldo Guidolin