Campanha virtual: não conta?

Há alguns dias está acontecendo uma campanha no Facebook para protestar contra a violência infantil. Diversos usuários da rede social estão trocando as suas fotos pessoais por imagens de desenhos que marcaram a sua infância, como forma de sensibilização à causa. A movimentação marca também a data de 12 de outubro, na qual comemoramos o Dia das Crianças aqui no Brasil.

Já vi e ouvi bastante gente falando que essa movimentação toda no Facebook não vai mudar em nada, que as pessoas tinham que sair da internet e procurar fazer algo concreto. Fiquei pensando sobre isso e resolvi, então, trazer um questionamento aqui para o blog: afinal, só porque é uma ação promovida nas ‘nuvens’ da internet, não é real?

Claro que a proposta da campanha é leve, não é como se as pessoas estivessem realmente em algum local agindo contra os maus tratos aos pequenos. Mas só de milhares de pessoas largarem um pouquinho a sua própria imagem (algo extremamente valorizado em nossa sociedade) e deixarem um pouquinho de espaço para algo diferente, que movimente um pouco as coisas, já é um grande passo. O interessante de um protesto aparentemente simples como esse, é a possibilidade das pessoas poderem discutir a questão da violência contra às crianças, um tema ainda forte em nossa sociedade e que, não raras vezes, é esquecido nessa loucura de informações que cercam o nosso dia a dia.

No entanto, apesar de acreditar na boa intenção dessa iniciativa, principalmente por dar alguma visibilidade ao problema, penso que também devemos deixar um pouco as nossas casas e fazer alguma coisa. Acredito que todos nós podemos tentar fazer um pouquinho para melhorar a vida das outras pessoas com o nosso trabalho para não termos um mundo tão desigual, no qual problemas sérios são relegados, às vezes, ao esquecimento e à superficialidade.

Sinto que precisamos tentar entender os dois lados. Apesar de parecer uma iniciativa pouco participativa, do ponto de vista prático, a opinião lançada na internet é muito importante, pois a rede é um canal democratizador de informações, no qual todos podem ler, compartilhar e interagir. Ainda, as boas ideias surgidas desses debates e de pequenas ações como essas podem render bons frutos, incentivar o surgimento de novas ações e trabalhos transformadores na sociedade.

Termino minha pequena reflexão por aqui. Depois de vários questionamentos, fica aí o espaço para vocês, leitores, também pensarem um pouco e formularem as suas opiniões sobre a nossa postagem de hoje.

Até a próxima!