A precariedade do saneamento básico no Brasil

Não é novidade que o saneamento básico é uma questão preocupante em nosso país. A situação é tão alarmante, que quase a metade da população das 100 maiores cidades do Brasil ainda não contam com coleta de esgoto. O problema é ainda mais prejudicial ao meio ambiente do que o desmatamento.

E nesta quinta-feira, foram revelados dados de um estudo que mostram que o nível de mortalidade infantil (de 1 a 4 anos) entre os 10 municípios com a pior colocação em ranking que considera as 100 maiores cidades do país é de 2,63 entre 1 mil nascidos, portanto 61% maior do que o nível de mortalidade registrado entre as 20 cidades com melhores condições no saneamento.O trabalho está baseado nos indicadores do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico (SNIS), do Ministério das Cidades.

Do volume de esgoto gerado entre os municípios do ranking, em função da água consumida pela população, apenas 36,28% foram tratados (semelhante à média nacional de 37,9%). Ou seja, as 100 maiores cidades do país lançam por dia no meio ambiente o equivalente a 3.200 piscinas olímpicas de esgoto, ou quase 8 bilhões de litros sem tratamento algum.

Abaixo, o ranking referente ao saneamento das cidades que irão sediar jogos da copa do mundo em 2014:

Brasília (11º);
Curitiba (12º);
Belo Horizonte (16º);
São Paulo (18º);
Salvador (32º);
Rio de Janeiro (37º);
Fortaleza (41º);
Porto Alegre (49º);
Recife (68º);
Natal (78º);
Manaus (82º);
Cuiabá (84º).

Adaptado de LuisNassif

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