Os nutrientes dos alimentos mais consumidos no mundo

Diariamente costumamos ingerir alimentos básicos e populares. O consumo deles varia de um país para outro. Segundo pesquisa realizada pelo IBGE, nós, brasileiros, tendemos a selecionar alimentos de alto teor calórico, porém, de baixo poder nutritivo.

A pesquisa aponta o café como o alimento mais consumido no país. Logo após aparece o feijão e em seguida o arroz.  Outros dados interessantes do levantamento mostram que, em quantidade, o brasileiro está comendo mais carne do que pão. O consumo médio per capita de carne bovina é de 63,2 gramas por dia, enquanto que o de pão de sal (francês) é de 53,0 gramas.

Aproveitando os resultados desta pesquisa, nosso blog apresenta quais são os valores nutricionais dos cinco alimentos mais consumidos no mundo. Certamente, fazem parte das refeições da maioria dos brasileiros.

LEITE – Consumo humano: 479,3 milhões de toneladas

Oferta anual: 582,6 milhões de toneladas

O maior atrativo do leite é a presença de todos os chamados aminoácidos essenciais, substâncias indispensáveis para formar proteínas. Outro chamariz é a boa quantidade de cálcio, mineral que previne a osteoporose. Recomenda-se que um adulto tome quatro copos de leite por dia. Essa quantidade deve ser dosada em uma dieta balanceada, pois o leite integral é bem gorduroso.

TRIGO – Consumo humano: 419,1 milhões de toneladas

Oferta anual: 591,7 milhões de toneladas

Considerado um dos alimentos mais importantes da dieta humana, o trigo é rico em carboidratos, ou seja, em substâncias que fornecem energia. Também tem muita vitamina B, mas o nutriente se perde com a eliminação da casca na hora de fazer farinha. Uma opção são os produtos integrais, que ainda utilizam trigo industrializado, mas incluem pelo menos uma porcentagem de grãos com casca.

MILHO – Consumo humano: 112,6 milhões de toneladas

Oferta anual: 629,9 milhões de toneladas

O milho é outro cereal bastante energético e rico em carboidratos, mas é pobre em aminoácidos, especialmente lisina e triptofano. Para piorar, ele não costuma ser misturado a nenhum alimento que diminua essa carência. Em busca de uma solução para o problema, laboratórios utilizam a biotecnologia para modificar o genoma da planta e melhorar suas características nutricionais.

BATATA – Consumo humano: 196,4 milhões de toneladas

Oferta anual: 314,7 milhões de toneladas

Repleta de carboidratos, a batata é uma boa fonte de potássio, fósforo e vitaminas B e C. Esta última, porém, é quase totalmente eliminada durante o cozimento, dissolvida na água e no calor intenso. Uma alternativa é cozinhar o tubérculo ainda com a casca. Isso não chega a evitar a perda por completo, mas consegue diminuir um pouco a fuga de nutrientes.

ARROZ – Consumo humano: 345,5 milhões de toneladas

Oferta anual: 386,9 milhões de toneladas

Como em outros cereais, o forte do arroz é a presença de carboidratos. Seu ponto fraco é a deficiência em lisina, um dos aminoácidos essenciais para a síntese de proteína no organismo. No Brasil, para nossa sorte, seu companheiro inseparável no prato, o feijão, supre essa carência. O arroz, por outro lado, completa a quantidade de metionina que falta no feijão.

Créditos: Luis Nassif Online e Mundo Estranho.