Conversa com os mais velhos

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Imagens: Google Imagens

Talvez você ainda seja jovem. Possivelmente, nem se imagine velho. Natural, uma vez que costumamos viver intensamente o agora, muitas vezes, deixando de lado qualquer reflexão sobre o futuro.  Entretanto, acredito que não seja má ideia pensarmos sobre nossa vida daqui a alguns anos ou décadas.

Para tal exercício, podemos começar a observar os velhos de hoje. Os da família, os da vizinhança, os que encontramos nas ruas.  Todos são tão diferentes, é só olharmos com atenção. Basta uma prosa para descobrimos as peculiaridades de cada idoso. Assim, cai por terra aquele mito de que todos velhos são parecidos, ou até mesmo iguais. Pelo contrário, velhice nem sempre é sinônimo de solidão, doença, conservadorismo e cansaço.

Inegavelmente, a terceira idade traz mudanças. Não me refiro apenas às rugas, mas também ao contexto em que se vive. Cada fase da vida acontece em determinado momento social. O mundo está em constante transformação e os idosos tentam se adaptar aos novos tempos que surgem. Diante disso, um idoso que foi criança nos anos 40, enxerga a realidade atual por uma perspectiva própria, fruto de suas longas vivências. Os princípios dos velhos nem sempre estarão alinhados aos valores das pessoas mais novas. É aí que entra o respeito. De ambas as partes, é claro. Até porque, ser velho é ter o que contar, mas isso não significava que esses ‘’contos’’ sempre terão razão.  Ou seja, a voz da experiência pode e deve aprender com as vozes mais jovens.

O diálogo não existe à toa. Para compreendermos, ou pelo menos tentarmos entender o lado dos mais velhos, só mesmo através da conversa. E então, qual foi a última vez que você trocou conhecimentos com um velhinho?