O que estão fazendo para nos proteger?

 

Uma pesquisa realizada no mês de Setembro constatou que a Lei Maria da Penha não reduziu o número significativo de mortes por violência contra as mulheres. Segundo o estudo, as taxas de mortalidade foram 5,28 por 100 mil mulheres no período 2001 a 2006 (antes da lei) e de 5,22 em 2007 a 2011 (depois da lei).

E os casos de agressão a mulher estão em todos os lugares e por motivos injustificáveis. O caso mais recente em nossa cidade foi o corpo da mulher jogada morta em estacionamento de supermercado. Seu assassino: um homem que já havia sido condenado por homicídio no passado, e cumpria parte de sua pena em liberdade.

É nesse momento que devemos pensar no que as autoridades classificam como um ‘’perigo a sociedade’’. Pois, mesmo que haja uma lei, se ela não for cumprida rigorosamente, não terá efeito algum em uma sociedade, na qual alegar que ‘’não tinha a intenção de cometer o crime’’ ou a falta de provas é motivo para deixar um assassino circular entre nós.

Há quem alegue que a maior parte dessas mortes deve-se pelo fato das mulheres envolvidas não denunciarem. Porem, quantos casos assistimos nos noticiários de mulheres que avisaram a policia que estavam sendo ameaçadas por seus companheiros ou ex-companheiros, e nada foi feito?

Então, qual é o problema real nessa situação? É a lei ou a falta de rigorosidade ao aplica-lá? Simplesmente, é possível perceber que muitas leis da nossa legislação não são aplicadas como devem, resultando em criminosos livres. Que fazem de tudo, pois sabem que não serão julgados.

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Se a justiça é cega, nós não somos. E é nosso dever prezar por segurança e pensar coletivamente, pois não é apenas a segurança de uma pessoa que está em risco. É a segurança de todos. Quando presenciar uma situação de violência (verbal, fisica…) contra a mulher ou qualquer outra pessoa, denuncie! Pense que poderia ser sua mãe, sua irmã, prima… e isso lhe dará coragem para seguir em frente e lutar por um direito: o direito de viver
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