Pimp my Carroça, man!

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Você já parou pra pensar no carroceiro?  Aquele senhor ou senhora (as vezes até criança) que usa uma carroça de tração humana para recolher materiais recicláveis, e assim, ganhar seu pão de casa dia?

Pois é. Esses cidadãos, tão importantes para o meio ambiente são marginalizados, as vezes até sofrendo agressões dos órgãos públicos, como prefeituras que tiram o instrumentos de trabalho deste trabalhadores que, apesar de atuarem como, não são tratados como agentes ambientais, que limpam nossas metrópoles por um valor muito pequeno.

Projeto do ativista Mundano, o “Pimp my Carroça” (inspirado no reality show americano “Pimp my ride”, que reforma os carros dos participantes) foi completamente financiado  pelos apoiadores, através da internet. Ele junta a arte marginalizada (o grafite) com o trabalho marginal (a carroça) com o objetivo de empoderar a classe dos catadores, elevando a sua auto estima com a reforma de suas carroças. Além da reforma, atividades como exames médicos, doação de roupas e corte de cabelo foram inclusos.

O projeto gerou polêmica, pois certos setores da sociedade acreditam que o catador é desorganizado e pouco acrescenta ao trabalhismo. Para driblar essa situação, o “Pimp my Carroça” também cadastra todos os catadores participantes, marcando que áreas eles passam em toda a cidade de São Paulo.

O projeto já chegou no Rio de Janeiro e em Curitiba. Como ação política, ele participou do evento Rio + 20 e também construiu um manifesto, que foi entregue ao então prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, mostrando os interesses da classe.

Um microdocumentário, curto porém muito bem produzido, teve o lançamento em 2012. Segue aí o vídeo, pra que você não esqueça que a cada lixo reciclável jogado fora, tem um catador por trás para reciclar.

http://www.youtube.com/watch?v=OSajqhXSiPk