E se no lugar da cor da pele fosse a cor dos olhos?

Feriado em 8 capitais brasileiras, o Dia da Consciência Negra foi comemorado na última quarta-feira, dia 20. O dia é dedicado à reflexão sobre a história e inserção do negro na sociedade brasileira, sua resistência nos tempos da escravidão e sua luta, até hoje, por direitos.

A escolha dessa data foi por coincidir com a morte de Zumbi dos Palmares, último líder do Quilombo dos Palmares.

Em 1968, foi produzido por Jane Elliot um interessante documentário que traz ao debate as questões sobre o preconceito racial.

Intitulado “The Eye of the Storm”, ele mostra um exercício de discriminação em uma sala de aula da terceira série, baseada na cor dos olhos das crianças.

O objetivo do exercício exibido em “Olhos Azuis” é colocar pessoas de olhos azuis na pele de uma pessoa negra por um dia. Para isso, Jane rotula essas pessoas, baseando-se apenas na cor dos olhos, com todos rótulos negativos usados contra mulheres, pessoas negras, homossexuais, pessoas com deficiências físicas e todas outras que sejam diferentes fisicamente

É um documentário interessante que busca fazer com que o ser humano abra os olhos e veja que ninguém é diferente de ninguém, que cor da pele é apenas uma diferença de cor, assim como a cor dos olhos, a cor do cabelo, o tipo de unha, o tipo sanguíneo.

Assim como é incabível discriminar uma pessoa pelo sexo, pela opção sexual, pelos gostos musicais, pelo formato da unha do dedão do pé, é INCABÍVEL também discriminar as pessoas pela cor da sua pele.

Logo abaixo você tem acesso à esse documentário que é sensacional. Vale muito assistir. #dicadoeco