Combate à Intolerância Religiosa

No mundo contemporâneo, a intolerância religiosa representa, certamente, uma questão sensível e conflituosa em vários aspectos. Podemos caracterizá-la como um conjunto de ideologias e atitudes ofensivas a diferentes crenças e religiões. Em casos extremos, esse tipo de intolerância torna-se uma perseguição. Dessa forma, enquadra-se como crime de ódio, que fere a liberdade e a dignidade humana.

Imagem retirada do Google Imagens

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No Brasil, a Constituição da República Federativa do país, em seu art. 5º, inciso VI, preceitua que é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias. Mesmo assim, muitas religiões ainda são perseguidas, e estigmatizadas. As de origem africana, em especial o candomblé e a umbanda, costumam ser as mais discriminadas.

É importante distinguirmos a crítica religiosa da intolerância religiosa. Os direitos de criticar dogmas e encaminhamentos de uma religião são assegurados pelas liberdades de opinião e expressão. Entretanto, isso deve ser feito de forma que não haja desrespeito e ódio ao grupo religioso a que é direcionada a crítica. Como há muita influência religiosa na vida político-social brasileira, as críticas às religiões são comuns. Essas críticas são essenciais ao exercício de debate democrático e devem ser respeitadas em seus devidos termos.

Todo ser humano merece ter a sua religião (ou falta dela) respeitada! Portanto, vale a reflexão sobre como você enxerga a religião das outras pessoas. A crítica é sempre bem vinda, mas ela não pode vir desacompanhada do bom senso.