Você sabia que pode detectar o vírus HIV de forma rápida, sigilosa e gratuita?

HIV é a sigla em inglês do Vírus da Imunodeficiência Humana, que causa a Aids. Ele ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. Em 2014, em torno de 36,9 milhões de pessoas viviam com HIV no mundo; no Brasil, estima-se que havia de 610 mil a 1 milhão de pessoas, segundo dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

A Aids é uma doença ainda sem cura, mas ter o diagnóstico precoce permite que o paciente comece o seu tratamento no momento certo e tenha uma melhor qualidade de vida. Além disso, quando diagnosticadas, mães soropositivas podem aumentar suas chances de terem filhos sem o HIV, se forem orientadas corretamente e seguirem o tratamento recomendado.

Além de ser oferecido pelo Sistema Único de Sáude (SUS), no dia 20 de novembro foi aprovada, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), resolução que autoriza a venda, em farmácias, de auto-teste para detecção do vírus HIV. O modelo é semelhante aos testes vendidos nas farmácias para detectar gravidez.

O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito por meio de testes realizados a partir da coleta de uma amostra de sangue. No Brasil, temos os exames laboratoriais como o Elisa anti-HIV e os testes rápidos que detectam os anticorpos contra o HIV em um tempo inferior a 30 minutos.

Distribuídos gratuitamente para serviços de saúde da rede pública, os testes rápidos são realizados a partir da coleta de uma gota de sangue da ponta do dedo. O sangue é colocado em dois dispositivos de testagem e, se os dois dispositivos tiverem os mesmos resultados, o diagnóstico já é fechado; porém, se houver discordância entre os resultados, é feito um terceiro teste para confirmação. Esse método permite que, em apenas meia hora, o paciente faça o teste, conheça o resultado e receba o serviço de aconselhamento necessário.

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Imagem: divulgação

Os testes para detectar o vírus HIV são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sigilosa e gratuitamente nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), que são unidades da rede pública. Laboratórios da rede particular também realizam estes testes.

Após a infecção pelo HIV, o sistema imunológico demora cerca de um mês para produzir anticorpos em quantidade suficiente para serem detectados pelo teste. Por isso, é aconselhável que faça-se o teste apenas após um mês depois de ter se submetido a uma situação de risco.

Ter o HIV não é a mesma coisa que ter a aids. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença, entretanto, podem transmiti-la da mesma forma.

O HIV pode ser transmitido:

  • Por relações sexuais desprotegidas (sem o uso de preservativo), tanto anais, vaginais, quanto orais, através dos fluidos corporais como sêmen, sangue e secreções vaginais (o risco de contaminação aumenta durante a menstruação, pelo contato direto com o sangue) ;
  • Pelo compartilhamento de agulhas e seringas contaminadas;
  • De mãe para filho durante a gestação, o parto e a amamentação;
  • Por transfusão de sangue.

Nos últimos 10 anos, a taxa de morte por causa da Aids reduziu em 14% no Brasil, mas o número de jovens portadores da doença cresceu. No mundo, o número de novas infecções por HIV diminuiu 35,5% entre 2000 e 2014, de acordo com a UNAIDS. Além disso, o Rio Grande do Sul, há 10 anos, é o Estado com maior índice da doença.